Ricardo Negro é artista plástico brasileiro, nascido no Capão Redondo, em São Paulo, filho de nordestinos oriundos da região da Chapada Diamantina, na Bahia, e criado na região do Grajaú, zona sul da cidade. Sua produção investiga as relações entre território, memória, identidade e educação. Sua obra tem como matriz conceitual as experiências vividas nas periferias urbanas, as lembranças da infância, da escola pública e das dinâmicas coletivas que atravessam esses espaços, constituindo o imaginário visual e a pesquisa que orientam seu trabalho.
Iniciou sua trajetória no graffiti, linguagem que o conduziu à formação em artes visuais e, posteriormente, à pintura em tela e ao circuito institucional. Ao longo desse percurso, desenvolveu uma linguagem híbrida que articula graffiti, pintura, ilustração, arte digital e escultura, transitando entre o espaço urbano, o ambiente expositivo e os territórios educacionais. Sua produção dialoga com o afrofuturismo e se caracteriza pelo uso intenso da cor, por personagens de traço ilustrativo e por narrativas visuais acessíveis a diferentes públicos.
Temas como juventude negra, vida em comunidade, inclusão, autismo e educação são recorrentes em sua obra, especialmente em murais realizados em escolas e espaços ligados ao ensino, onde atua de forma continuada. Nos últimos anos, desenvolveu projetos em mais de dez instituições educacionais, consolidando uma prática artística voltada à criação de vínculos com o território e à construção de processos visuais participativos.
Sua trajetória inclui exposições no Brasil e no exterior, participação em projetos institucionais e leilões beneficentes, além de obras integrando o acervo de diferentes colecionadores. No início de sua carreira, contou com a orientação do artista Neno Ramos em alguns processos de trabalho, especialmente no que se refere à inserção no circuito institucional, facilitando sua aproximação com a Galeria Roberta Britto.
Entre seus projetos de maior alcance, destaca-se a participação no projeto Retratos do Brasil, em parceria com a Havaianas, no qual três de suas obras foram estampadas em chinelos que circularam internacionalmente. Desenvolveu também projetos em colaboração com empresas como Eletropaulo, Enel e Schneider Electric. Foi selecionado por editais como VAI, ProAC e MAR, e participou de exposições coletivas e individuais, entre elas a exposição individual Comunidade, realizada no Hotel Qbic, em Londres, e Romero Britto Convida (Balneário Camboriú, SC) com curadoria da Galeria Roberta Britto.
Sua produção e trajetória também foram abordadas em entrevistas e matérias em veículos como o portal Terra, o programa Encontro, da TV Globo, o Portal Notícia Preta, o site da Prefeitura de São Paulo, o portal Delas (Portugal), entre outros, ampliando o diálogo de sua obra com diferentes públicos e contextos culturais.
Atualmente, desenvolve sua carreira de forma independente, atuando como empreendedor cultural e gestor de sua própria carreira, em diálogo com instituições e galerias. Sua pesquisa nasce das vivências do cotidiano e da memória. A pintura opera como meio de expressão do que não se comunica pela fala, atravessada por uma dimensão espiritual que orienta o caminho criativo. A música acompanha o processo, enquanto a vida acontece dentro da obra.
Ricardo Negro artista plástico, conhece o universo da arte a partir do graffiti, aos 18 anos ingressa na faculdade de artes visuais onde inicia pesquisa sobre comunidades/favelas do Brasil . Em 2013 fima parceria com a galeria Roberta Britto onde desenvolveu projetos no Brasil e exterior. Recentemente participou do projeto Retratos do Brasil das Alpargatas/Havaianas e atualmente trabalha de forma independe em diferentes projetos artísticos.